
Fala meus bolinhos de banana! Era pra gente já ter começado desde semana retrasada a resenha do novo arco, mas devido à vários problemas, só conseguimos dar inicio agora a primeira parte da nossa série contando o que rolou em Xênia!. Estão prontos? Porque essa aventura promete alcançar proporções colossais!
Lembrando como sempre que isso é uma tradução livre dos fatos e que a versão oficial pode ser alterada em alguns nomes.

O ato começa com uma conversa entre Ernasis e Elesis divagando sobre o motivo de Lapis estar reunindo os 5 arquétipos e o porquê de Grandiel ajudar ela e seus arautos como o arquétipo da humanidade. A deusa criadora acredita que a Abaddon tem o objetivo de recriar as leis dos quatro mundos utilizando os 5 arquétipos (humanidade, demônios, haros, espiritos e celestial) e reescrever as leis da realidade à seu bel prazer.
Voltando à linha das trocas de classe, Elesis comenta o que conversou com Ernasis para seus aliados (Decane, Vice e Lass), querendo saber porque todo vilão que ela caçou parece ter a mesma ideia. A nossa rainha das trevas responde que isso se deve ao fato de nem todos aceitarem as leis deste mundo e no caso dela, odiava todos os aspectos que deram origem à sua existência, não poupando meios para destruir a realidade como ela já tentou fazer antes no Pandemônio (Referência ao Arco 9).
A personagem diz que a próxima parada é Xênia e coincidentemente, no dia seguinte todos os personagens tiveram o mesmo sonho envolvendo um chamado ao lendário continente celestial. Ayla explica que se tratava do Deus da Circulação (Deus da Luz/Samsara) pedindo para que voltem à Xênia, apesar dele nem mencionar o que ocorreu para a separação da Terra de Prata do Arquipélago ou os ocorridos que quase levaram à destruição da ilha, tornando o pedido suspeito de ser mais uma armadilha de Grandiel.
Elesis comenta que também recebeu um oráculo da própria deusa da vida – Gaia – pedindo ajuda e os alertando sobre uma escuridão que começou a cobrir o continente dos deuses, comprometendo a unidade dos mesmos. A grande sacerdotisa diz que se foi um pedido da própria divindade, eles devem socorrê-la, oferecendo toda a ajuda possível em nome do Templo dos Cavaleiros de Prata. Jin e Amy se oferecem para ir em seguida assim que terminarem os preparativos, porém a ruiva diz que é melhor o grupo principal (Elesis, Decane, Vice, Lass, Ryan e Arme) ir sozinho já que ela foi a única a ouvir o pedido de Gaia para ajudar os deuses.

Através de uma ilhota que está voltando para o continente celestial, eles enfim chegam à fronteira de Xênia que abriga o Templo da Circulação. Quem os recebe é Lenacien, um dos vigias do lugar que foi instruído a guiar e informar os visitantes sobre o que está acontecendo no arquipélago celestial, apesar de estranhar que Elesis e seu grupo quem chegaram e não os cavaleiros de prata e a grande sacerdotisa. A cavaleira explica que além do oráculo do deus da circulação, ela também recebeu uma revelação da deusa da vida, pedindo que Lenacien os deixe passar. O vigia diz que não há como recusar um pedido de convidados da deusa e diz que os guiará até a Floresta da Vida.
Ryan começa a desconfiar do guia deles ao perceber que estão andando em circulos, cochichando à Elesis que fingirá que perdeu Van para que possa investigar qual o caminho certo. O vigia percebe o plano e os alerta para abandonarem a ilha e assim fingirem que nada aconteceu enquanto é tempo, e quando os heróis recusam o pedido, ele se transforma na sua forma monstruosa partindo para a briga.
Quem acaba salvando o dia é Van, fazendo Lenacien recobrar a consciência com seus latidos e o mesmo aparentando reconhecer a filhote de loba. Ao voltar à sua forma humanóide, o vigia explica que a última coisa de que se lembra é justamente do Deus da Circulação pedir que fujam por conta de uma força avassaladora prejudicar o Templo da Circulação. Em retribuição por ajudarem ele a recuperar sua sanidade, finalmente aceita guiar os heróis até o local destinado.
Ao chegarem no templo, percebem rastros recentes de um ataque pesado. Ryan sugere que sigam Van quem está apontando o caminho mais seguro e pergunta a Lenacien se havia alguém ali dentro quem cuidava de um filhote de lobo. O vigia diz que nunca houve ninguém assim, querendo saber mais sobre a filhote para ajudá-los a encontrar o dono dela e como sabem seu nome. É explicado que a própria loba disse à Ryan já que o mesmo é um druída, tendo a capacidade de falar com animais e plantas. Lenacien comenta que havia uma guardiã muito boa que também era uma druída com um nome parecido ao da filhote, percebendo de quem pode se tratar realmente o animal.

Ao irem mais a fundo no templo, eles percebem golens de Xênia ativos que os detectam como intrusos e os atacam. Os heróis vão derrotando os inimigos magitecnológicos que encontram pelo caminho até se depararem com golens “tentando reparar” o deus da circulação. Lenacien implora para que parem e deixem o deus em paz, quem já está sendo visto como uma irregularidade no sistema dos automatos. O motivo para isto é que o deus da circulação está sem sua essência e já está morto, restando ali é apenas um receptáculo impregnado com energia maligna que se recusa a morrer ou a abandonar sua divindade.
Entrando em frênesi total, a Grand Chase tenta deter o gigante descontrolado, porém Van se sobrepõe entre os heróis e o deus da circulação, quem o reconhece como sua guardiã, Vanessa. A mesma se transforma novamente em sua forma elfica, jurando ao seu deus que atuará não mais como sua guardiã, mas como sua vingadora e parte para destruir os intrusos à sua frente.
Ryan diz que precisam deter Vanessa antes que sua energia vital seja totalmente consumida pelo que restara do deus da circulação. O plano do druída é cortar a conexão dela com a natureza para fazê-la voltar ao normal antes de ser tarde demais. Ao alcançá-la, o elfo consegue cortar sua conexão com o ambiente a fazendo perseguir a única fonte de energia da natureza restante: ele mesmo. Os heróis então partem para a batalha contra a guardiã e ao finalmente vencê-la, libertam-na do controle do espectro maligno que a aprisionava.
Vanessa finalmente recobrando seus sentidos agradece os heróis por salvá-la, relembrando das últimas memórias antes do Deus da Circulação ser morto. A druída explica que não se lembra de muita coisa antes de perder seu poder e assumir a forma de uma loba filhote, mas se recorda das memórias finais do seu finado mestre, suspeitando que um dos 6 deuses de Xênia é o responsável pelo que aconteceu no Templo. Decane acredita que Grandiel possa estar por trás disso e está trabalhando junto com o deus da dominação (Tanathos), eis que Vanessa diz que podem encontrar mais pistas sobre isto no local mais próximo dali: A Cordilheira de Ignis (Desfiladeiro Incandescente), o território do Deus da Retribuição, Zig.
O ato termina com Astaroth, um dos guardiões de Xênia, investigando o Templo da Circulação e percebendo que houve uma grande batalha ali. Eis que ele percebe que está sendo vigiado por uma sombra que desaparece em seguida, alertando a quem esteve ali que não adiantaria se esconder pois ele o encontraria.
Você também conhece essa sombra muito bem!

O que temos até aqui?
O arco já começa com chave de ouro nos mostrando nuances muito mais profundas sobre os deuses de Xênia do que tinhamos no GCPC e o problema que se enfrenta na Terra dos Deuses. Como esperado, ele se baseia na exata mesma história que conhecemos desde o primeiro jogo para computador: O continente celestial está sendo assolado por uma influência maligna e a Grand Chase é chamada para ajudar a deter ou pelo menos suprir o máximo possível o caos instaurado ali dentro.
O ponto mais importante nesse arco é algo que o primeiro jogo da franquia tinha medo de abordar: A morte real dos deuses de Xênia. O Deus da Circulação/Luz, por exemplo, já estava morto antes mesmo dos heróis chegarem e o responsável por isso – segundo a própria Vanessa – foi um dos outros deuses que aparentemente ficou descontente com alguma coisa que ocorreu por ali antes mesmo dos heróis chegarem (E mais pra frente vocês vão descobrir quem fez isso e o porquê).

Outro aspecto notável é a abordagem do emocional dos personagens envolvidos: Elesis aparentemente está desconfortável desde o inicio que não conseguiu fazer muita coisa de sua missão dada pela deusa Ernasis e questiona se ainda é digna de ser uma líder. Decane continua culminando um rancor tremendo por sua existência passada e ainda quer acertar as contas com quem a trouxe de volta pela nonagésima vez, mesmo assim chega a ajudar sua antiga arqui-inimiga à se recompor em momentos chaves como quando Arme questiona a ruiva sobre parecer conhecer tudo o que está acontecendo em Xênia de vidas passadas. Vanessa fica sentida por não ter cumprido com seu papel de guardiã, apesar de a situação ter fugido do seu controle e ainda sim querer encontrar o culpado pela morte dele. E até o próprio deus da circulação – segundo sua protetora – não era um deus maligno ou alguém que só tirava a vida dos outros por capricho, mas alguém que ao máximo se colocava na frente dos outros se necessário, principalmente seus aliados e pessoas mais próximas.
Inclusive, eu falei que a Van era a Venese/Vanessa, não disse? q
Outro ponto interessante é a explicação de Lenacien sobre os golens de Xênia: Eles são criações que existem desde antes do arquipélago existir, segundo as lendas, sendo originados de um gigante ancestral que andava pelo universo e quando adormeceu, deu origem ao continente celeste e a esses autômatos. Algo que – pelo menos eu lembre – nunca foi mencionado na lorebook original do continente. O que torna a releitura do mobile não só ainda fiel aos eventos originais como aproveitando as janelas abertas e os furos de roteiro uma oportunidade para enriquecer ainda mais a história do jogo.
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